sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Tudo o que é necessário no FLE3

Está aqui tudo o que é necessário para download na plataforma FLE3.
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Colocado em 24 de Fevereiro de 2006

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Encontro sobre WebQuest - UM -

Encontro sobre Web Quest - Sexta 20 de Outubro 2006 -



Ficha
de Inscrição: disponível a partir de Junho.

Educating The Net Generation




Já está lançado o Livro "Educating The Net Generation". O livro é gratuito e está disponível em formato PDF.
(Para ir ao site é só carregar na imagem ou no título)






Colocado em 23 de Fevereiro, 21:14.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Avaliação em Educação a Distância (EaD)

Num mundo educacional, corporativo e variado como o de hoje, o ser humano tem à sua disposição toda uma panóplia de escolhas no que diz respeito à educação. Talvez por isso a educação viva hoje este antagonismo: por um lado todos procuram a educação, por outro lado muitos criticam-na. Cabe às instituições que oferecem a educação melhorar a qualidade do seu sistema de ensino.

Dentro da perspectiva educacional, a avaliação é uma das formas de se verificar a qualidade da educação, não só a dos alunos como também das instituições de ensino. Ela permite não só obter respostas sobre o sistema criado, como também saber quais os passos a dar com vista a inovar o mesmo. A avaliação é, pois, um sistema contínuo de verificação, que proporciona apoio e contribui para a obtenção de resultados.

No caso de EaD, a avaliação é feita de forma: sistemática, formativa e contínua. Em qualquer uma delas, temos o acompanhamento, quase constante, dos alunos por parte de um professor ou monitor. O objectivo é verificar os dados obtidos e permitir o melhoramento deste, quer pelos testes realizados, quer por testes diagnósticos, entre outros. Assim, a avaliação é uma das formas de regulação no processo de ensino aprendizagem.

Em termos de avaliação em si, temos: a avaliação presencial e a avaliação a distância. Sobretudo no primeiro caso, temos provas com tempo, espaço e situação delimitados, sob supervisão de um representante da instituição. A situação é igual para todos os alunos. No segundo caso, o aluno tem mais liberdade para fazer as actividades mas tem datas para a sua entrega, que pode entregar por correio, email, … Temos também a avaliação da performance dia-a-dia, resolução de exercícios, trabalhos individuais e de grupos, fóruns, anotações.

Um outro tipo de avaliação é a auto-avaliação. O aluno deve exercer, com frequência, uma aprendizagem reflexiva sobre si mesmo a fim de desenvolver uma autonomia crítica sobre o seu próprio trabalho. O modo como o estudante realiza esta tarefa (organizar, estruturar e utilizar a informação) é um factor primordial na avaliação em EaD e o papel do professor, na sua orientação, é fundamental. Para além disso, o professor tem uma função de motivação dos alunos.

Dada a grande quantidade de alunos, o professor e a instituição devem adaptar-se para resolver os problemas e dificuldades dos alunos que surjam ao longo do curso.

Assim, parte da avaliação é feita à distância e parte é presencial. Os processos de avaliação devem ser interactivos, de tal maneira que o estudante tenha acesso imediato aos resultados da avaliação e conselhos por parte do tutor.

Referências:

URL:

http://studente.dei.uc.pt/~pandrade/sf/texto.htm consultado em 14-02-2006

URL:

http://www.educoas.org/portal/pt/tema/editorial/ags02r.aspx?culture=pt&navid=71
consultado em 14-02-2006

URL:
http://www.abed.org.br/congresso2005/por/minicursos/minicurso02.htm consultado em 14-02-2006

URL:
http://www.microsoft.com/brasil/educacao/parceiro/lenise.mspx consultado em 14-02-2006

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Teoria da industrialiação - Otto Peters

De acordo com Otto Peters, a Educação a Distância (EaD) tem sido ignorada por pedagogos e didactas durante um considerável período de tempo. A atestar isto temos os poucos artigos em que se menciona a EaD na sua forma e métodos usados para a instrução. Aliás, ela é mais contemplada como uma possibilidade, com características próprias, em que a relação professor-aluno (entre outros aspectos) é diminuta. Dado que isto (relação professor-aluno) é a forma de instrução principal na sociedade, a EaD tem sido um papel secundário.

A EaD e o ensino tradicional apresentam diferenças. Os primeiros caminhos-de-ferro (símbolo da industrialização) e a primeira correspondência entre escolas foram estabelecidos praticamente ao mesmo tempo. Isto mostra como era necessário o apoio técnico para se ter EaD, como uma forma complementar à era industrial e , mais tarde, tecnológica. Já o ensino tradicional tem as suas raízes nos antigos retóricos, pelo que é uma forma pré-industrial de ensino. Assim, a EaD é a única forma de ensino consistente com a época da industrialização. Contudo, Otto Peters alerta para o facto de não haver uma relação igual entre os processos industriais e os processos de EaD, existem é aspectos comuns – a EaD é um produto da sociedade industrializada.

A industrialização trouxe alterações significativas na sociedade: a racionalização, em que o trabalho individual é substituído pelo trabalho nas fábricas, caminhando-se para uma progressiva especialização dos trabalhadores; as ferramentas dos trabalhadores vão sendo progressivamente substituídas pela mecanização e, mais tarde, a tecnologia; a necessidade de medidas científicas, o sucesso depende do planeamento e organização sistemática; estardatização dos produtos, em que os processos de trabalho são formalizados e o processo de produção objectivado; tendência para a concentração e centralização (o global supera o individual, característica até então bem vincada, como se pode ver na Época Renascentista e seguintes, até ao momento da industrialização).

Assim, para Otto Peters, a teoria de industrialização, ligada à EaD, segue os seguintes elementos: os processos de divisão de tarefas; a mecanização; a produção em massa; a padronização; a centralização;

No processo de divisão de tarefas, o trabalho é dividido e realizado por indivíduos diferentes. Como atrás já foi referido, existe a possibilidade de uma maior especialização. Isto tem como consequência uma redução dos períodos de treino da pessoa bem como a possibilidade de substituir essa pessoa mais facilmente. Isto traduz-se por uma diminuição dos salários porque, desta forma, a mão-de-obra se torna mais abundante.

No caso da EaD, as diferentes tarefas do professor (preparar os conteúdos, ensinar, avaliar, …) são divididos por outros actores distintos. Isto permite uma libertação do professor para outras tarefas. Os materiais são preparados por especialistas e fica a cargo do professor pegar nesse material e torná-lo mais efectivo a sua aplicação. Aliás, a mostrar esta flexibilidade, os professores (quer trabalhem em tempo parcial, quer a tempo inteiro) podem trabalhar em casa. Contudo, isto não significa diferentes grupos de trabalho. O modo de trabalho em EaD é horizontal, mais concretamente em trabalho de equipa.

A mecanização trouxe, no período industrial, a divisão de tarefas e retirou muitas tarefas do homem, algumas das quais cerebrais, como acontecem na actualidade com os novos meios de comunicação e electrónica. A criação de “linhas de montagem” permite a manutenção do trabalhador no seu posto de trabalho: é o objecto que se move, não o trabalhador. Isto permite uma produção mais rápida e rigorosa, com menores custos.

No caso da EaD, as etapas de trabalho são divididas em diferentes “partes”, pequenos órgãos de um todo. Temos: os responsáveis pela parte administrativa de matrículas e inscrições; responsáveis pelo envio dos materiais; pela tutória dos alunos; pela realização das tarefas de avaliação; pelos registos dos resultados e emissão de documentos de certificação de aprendizagem.

Temos assim a concepção e produção dos materiais de ensino, realizado por sequência de peritos (autores e especialistas). Assim, o efeito de racionalização, dado pelo facto de os alunos e professores não terem de desempenhar todas as tarefas, poupa tempo, energia e dinheiro.

“Produção em massa”. Os produtos em massa só são possíveis quando existem muitos consumidores. Além disso, requer uma ligação eficaz com esses consumidores, entre produtor e consumidor. De um ponto de vista económico, a produção de cursos à distância representa produção em massa. A produção de produtos padrão e em grande quantidade tem como consequência o abaixamento dos custos.

No caso da EaD, estes “pacotes de materiais de ensino” têm de estar adaptados à sociedade existente (a EaD, em cada país, depende das estruturas sociais e tradições deste): a ambição dos alunos com estes cursos é subir socialmente e de ganhar segurança económica. É preciso ter em atenção que a maior parte dos alunos da EaD são adultos.

Temos, assim, a possibilidade de abarcar, em simultâneo, um grande número de estudantes (ao transferir a transmissão de conteúdos para os materiais de ensino) e atribuir funções (do professor) a outros agentes. A instrução é individualizada, mas quando puder o professor deve aproveitar para motivar o aluno.

No que diz respeito ao planeamento, a separação de tarefas implica um investimento reforçado na fase de preparação e planeamento. Custo iniciais mais elevados mas que, quanto maior for a preparação, menor é a dependência em relação às competências individuais dos trabalhadores envolvidos nas fases seguintes (menores salários).

Além do planeamento, também é preciso saber avaliar para poder depois melhor planear. Dá-se atenção ao individual nos dados obtidos para a avaliação mas sobretudo ao geral, pois a EaD dirige-se a vários grupos. Assim, a aprendizagem dos alunos é medida e graduada.

Um outro aspecto é o facto de estes cursos serem preparados para um número arbitrário de estudantes. Má preparação irá significar vários problemas para os estudantes. Talvez por isso hajam tantos especialistas e professores com experiências nestes cursos.

“A separação do trabalho preparatório e da instrução individual e a distribuição destas funções por várias pessoas é um claro exemplo de analogia com o processo de produção” (Otto Peters, pág. 117).

Por fim, a “objectivação do processo produtivo”. Neste aspecto procura-se diminuir a influência de cada trabalhador, aplicando-se o processo industrial: produção em linhas de montagem, a divisão de tarefas e o reforço das fases de planeamento.

Na EaD, temos a objectivação da concepção e dos materiais de ensino, apoio e avaliação dos estudantes. Os conteúdos são preparados tendo em conta aspectos didácticos e metodológicos, embora o contacto indirecto entre professor e estudantes seja mantido até ao fim. Apesar disto, existem várias formas de o professor influenciar o comportamento de aprendizagem dos estudantes, pois é preciso ter em conta que a EaD envolve, sobretudo, a auto-aprendizagem e o auto-estudo por parte dos estudantes. Isto é fundamental para atingir economias de escala.

Concluindo, Otto Peters procurou facilitar a análise e descrição dos processos de EaD, no sentido de orientar a tomada de decisões neste domínio.


Texto retirado no dia 15 de Fevereiro de 2006, da seguinte fonte:

  • PETERS, Otto. (1994) “Otto Peters on Distance Education – The industrialization of Teaching and Learning”. Cota: BCE 37.018.43
  • Powerpoint (2005) "Teorias no Domínio da Educação a Distância. Mestrado em Educação - Tecnologia Educativa." Maria João Gomes. Mestrado em Educação: Tecnologia Educativa.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

As formas de comunicação na instrução - sua evolução

1. Face a face

Ano: 1800s.

2. Cópia/Impressão

Ano:
1436.

3. Serviços postais

Ano:
1850.

4. Telefone

Ano: 1875.

5. Rádio

Ano: 1895.

6. Cassete áudio

Ano: 1945.

7. Transmissão de Televisão

Ano: 1953.

8. Cassete de Vídeo

Ano: 1960.

9. Conferência Audio-Televisão

Ano: 1960.

10. Televisão por cabo

Ano: 1965.

11. Instrução com a ajuda do computador

Ano: 1975.

12. Conferência por computador

Ano: 1980.

13. Via satélite

Ano: 1980.

14. "Facsimile"

Ano: 1980.

15. Vídeo-conferência

Ano: 1980.

16: Disco de vídeo

Ano: 1984.

17. CD-Rom

Ano: 1985.

18. Compressão vídeo

Ano: 1988.

19. Multimédia

Ano: 1989.

20. Rede sem fios (wireless)

Ano: 1996.

21. "Smart Card"

Ano: 2000.

22. .............


Adaptado por André Silva, retirado a 1 de Fevereiro de 2006, da seguinte fonte:
WILLIS, Barry. "Distance Education - Strategies and Tools". Educational Technology Publications. Pág. 32. Cota: BGUM 37.018.43.

Nota: No ponto 14 e 21 mantive a expressão em inglês por encontrar dificuldades em encontrar uma expressão semelhante em português.