terça-feira, dezembro 13, 2005

UM preserva memória científica

Criado há dois anos, o RepositoriUM concentra numa plataforma virtual toda a produção científica da Universidade do Minho, tornando-a acessível a um maior número de pessoas.

Dois anos após a sua criação, o RepositoriUM conseguiu reunir 60% das teses e dissertações da Universidade do Minho (UM) e espera chegar, em 2006, ao auto-arquivo de 50% a 80% da produção científica da instituição.

O RepositoriUM funciona como uma base de dados online, que disponibiliza, para todo o mundo, as publicações científicas dos investigadores.

Os objectivos do projecto, criado ao abrigo do programa Campus Virtual, continuam a ser os mesmos de há dois anos, apenas se acrescentando algumas metas. Eloy Rodrigues, director dos Serviços de Documentação da UM (SDUM), enuncia um dos princípios de base: "Preservar a memória intelectual da Universidade do Minho em formato digital". Mas há outros, como contribuir para aumentar o impacto do que se vai fazendo pela Universidade em termos científicos, tornando a actividade mais visível, e também estabelecer um controlo ao nível da gestão da informação.Até aqui, os milhares de documentos (artigos, comunicações, teses e dissertações) produzidos pelos investigadores da UM ficavam perdidos por actas de congressos ou revistas diversas.

A grande vantagem do repositório é precisamente concentrar num só espaço virtual esta informação, divulgando-a para fora dos muros da Universidade. Como o número de instituições aderentes ao movimento "Open Access" tem vindo a aumentar no mundo inteiro, isto significa que quem quer que esteja agregado a um determinado repositório institucional passa, em consequência, a ter acesso a todas as plataformas do género.". Nos últimos dois anos tem aumentado a evidência científica que os artigos disponíveis em acesso livre na Internet são mais citados do que os artigos que não estão assim acessíveis", explica Eloy Rodrigues. Neste momento, a maioria dos centros de investigação da Universidade já têm como rotina o arquivo da sua produção científica.

Para 2006, estão definidas outras apostas. "O nosso propósito é aproximarmo-nos cada vez mais do objectivo de reunir toda a produção científica da Universidade, do repositório ser de facto o registo e o arquivo oficial dos resultados da actividade científica da Universidade", adianta o director do SDUM.

Inicialmente, o RepositoriUM apostou na sensibilização dos investigadores para a importância do projecto, mas, em Janeiro deste ano, a Reitoria determinou uma política de auto-arquivo, que torna obrigatório o depósito de teses e dissertações no repositório. Daí que se perspective que, no início de 2006, o número de teses e dissertações depositados seja de 100%. Quanto ao total da produção científica, que inclui artigos, comunicações e restante literatura cinzenta, espera-se que atinja os 50% a 80%.

O facto de o repositoriUM estar, agora, disponível em língua inglesa, poderá aumentar o número de acessos, que, em dois anos, se fixou em 160 mil visitantes, entre os quais pontuam portugueses (56%), norte-americanos (16%) e brasileiros, com 6% do total de acessos.

Tendo começado com apenas 600 documentos, o repositório cresceu para um registo de 2900 documentos. Destes, a maioria está disponível em acesso livre, embora menos de 10% se encontrem com acesso restrito à UM, durante um período de embargo de 1 a 3 anos ou definitivamente.

Retirado a 13 Dezembro, 2005 às 0:38 minutos de

http://www.educare.pt/noticia_novo.asp?fich=NOT_20051212_4330

Nota: o texto foi separado por parágrafos de forma a tornar mais acessível a leitura.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Proposta de metodologia de material para EaD

Objectivo: com esta fonte pretende-se dar uma proposta para a construção de material em EaD. É apenas uma forma, existem outras.

Introdução


Desafio: como fazer educação, a distância e num veículo/meio que é essencialmente interactivo?

As novas tecnologias de comunicação e informação transformam tudo, tornando tempo e espaço em conceitos quase ultrapassados.

O “novo professor”

  • Agente da aprendizagem.
  • Foca a atenção no aluno e no seu processo de aprendizagem.
  • As novas tecnologias tornam possível um retorno imediato, mesmo a longas distâncias, pelo que o professor mediatiza este processo.
  • O professor mediatiza o processo: orientando o aluno; elaborando materiais e percursos de aprendizagem.
  • Objectivo da mediatização do processo: fazer o aluno interagir com o conhecimento e descobrir a “utilidade” de cada um deles separadamente para o “todo” da vida do aluno.
  • Capacidade de “viajar” por diversos conhecimentos.


A metodologia de desenvolvimento de projectos para EaD – materiais

  1. Problema - solução
  • Identificar as etapas de elaboração de um projecto.
  • Definir o “problema”.
  • Definir a quem se destina o trabalho, “público-alvo” (dimensionar recursos, tanto de conteúdo, quanto tecnológicos).


Definição do problema

Objectivos do material

  • Textos: aprofundamento teórico-metodológico e selecção de autores para leituras de apoio.
  • Livros de apoio: devem ser disponibilizados On Line (quer livros, quer capítulos) e acessíveis no meio onde o aluno vive. Deve-se certificar que os livros se encontram disponíveis.
Notas: em cursos web-based – indicar livrarias On Line que façam entrega dos livros; uso de recursos audiovisuais como complemento de informação textual.


2. Ideia


  • Pode ser alterada ao longo do projecto. As ideias ajudam no desenvolvimento mas sozinhas não resolvem a questão.
  • Cursos longos: evitar textos longos. Estes devem ser disponibilizados aos alunos para download; Interface muito “agressivo” cansa rapidamente o aluno.
  • Cursos rápidos: interface mais arrojada, textos mais leves e objectivos
Nota: Uma solução gráfica tecnicamente forte pode comprometer o acesso aos conteúdos.


3. Componente do problema

  • Identificar e separar as componentes do problema para uma mais fácil resolução.
  • Ideia fixa e pré-determinada pode comprometer desenvolvimento.


Para se construir o material para EAD temos de ver as seguintes áreas:

  • Conteúdo;
  • Público alvo;
  • Objectivos;
  • Metodologia;
  • Actividades;
  • Avaliação;
  • Aspectos ergonômicos: adequação da linguagem, repertório interpretativo do aluno e comunicação visual – adequação de cores, tipologia, diagramas, etc.

(Depois de identificarmos os componentes do nosso problema e os subdividirmos em subproblemas, iniciamos a fase de coleta de dados)


4. Colecta de Dados (conhecer parte do todo de um projecto, separadamente)

  • Conhecer materiais já desenvolvidos por outras pessoas/instituições.
  • Conhecer a maioria dos recursos do suporte que se está a trabalhar.
  • Seleccionar textos de apoio, ilustrações e imagens que possam servir de complementos (sons, vídeo, ...).
  • Ter em consideração que a leitura de livros exige tempo e, por isso, devem ser entregues com antecedência.
Nota: conhecer a fundo as tecnologias para aproveitar as suas potencialidades; comunicação visual – estudar teorias das cores, formas, ...


5. Análise de dados

  • Podemos “mapear” o que efectivamente dá resultados, o que é mera especulação ou mesmo inadequado a objectivos educacionais em EaD.
  • Adequação dos dados entre o domínio tecnológico e o domínio comunicacional.


6. Criatividade

  • Deve ser devidamente aplicada, dentro do programa de objectivos traçados e definidos pelos passos anteriores do processo de desenvolvimento.
  • O aspecto inovador é um factor relevante para o aprendizado.


7. Materiais e Tecnologias

  • Escolher tecnologias e recursos só porque “estão na moda” pode ser um erro grave.
  • Se o perfil tecnológico do público-alvo for superior ou inferior a tecnologia escolhida compromete-se gravemente o interesse e a motivação dos alunos.
  • Um tecnologia mal direccionada pode fazer com que o material teórico fique escondido.
  • Ilustrações, gráficos, animações e filmes devem ser usados com critério.

8. Experimentação

  • Testar o material desenvolvido, portanto, antes da conclusão do projecto. Verificar se as escolhas foram as mais adequadas.
  • Utilizar uma nova tecnologia, uma nova abordagem, um novo “formato” de texto, uma nova linguagem, pode aumentar a assimilação de conteúdos e ajudar a suprimir a falta de contacto físico, caracteristicamente um dos problemas mais apontados em EaD.
  • Não é uma fase obrigatória.


9. Modelo
(nesta fase, as hipóteses de erro estão bem mais reduzidas)

  • Estabelecer relações entre os dados recolhidos, agrupar os subproblemas e efectivar a contrução de esboços para a elaboração do modelo que pretendemos aplicar como solução efectiva ao nosso problema inicial.
  • Os modelos demonstram as possibilidades reais de uso de materiais, técnicas e metodologias.


10. Verificação (verificam-se as falhas e corrigem-se as mesmas)

  • Apresentar o modelo a um certo número de usuários, e pede-se que dêem seu parecer sobre o ou os modelos apresentados.
  • A partir das impressões dos usuários, faz-se uma série de anotações.
  • Observações de especialistas ao modelo ajudam a ver os erros que existam.
  • “Fecham-se” questões ou problemáticas.

11. Desenho final (síntese de dados levantados ao longo de todo um processo que envolve fases distintas)

  • “Passar” os conteúdos através de determinadas tecnologias, numa tentativa de minimizar o mais possível, a ausência de um professor fisicamente disponível.
  • O professor auxilia à compreensão e à aprendizagem de conteúdos.

Este texto é um resumo breve do texto retirado da seguinte fonte (é necessário fazer o download ou pedir para visualizar)

Sampaio, Jurema L. F. Arte, "Comunicação e EaD: Proposta de metodologia de elaboração de material para EaD" (2002). Retirado a Dezembro 1, de 2005 http://www.rau-tu.unicamp.br/nou-rau/ead/document/?code=13